Covid-19: Já existem “ferramentas” para acabar com a pandemia

A pandemia da Covid-19 terminará “quando o mundo decidir acabar com ela”, segundo afirmou domingo (24) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alegando que estão disponíveis “todas as ferramentas” para combater o vírus SARS-CoV-2.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, proferiu essas declarações na abertura da Cimeira Mundial da Saúde, que reúne anualmente políticos e profissionais do setor em Berlim. O responsável da OMS lamentou ainda que o “mundo não tenha usado essas ferramentas com sabedoria”, uma vez que as “quase 50 mil mortes por semana” associadas à Covid-19 a nível global indicam que “a pandemia está longe de acabar”.

O objetivo global da OMS, anunciado em Setembro, é que cada país vacine pelo menos 40% da sua população até ao final do ano e que 70% da população mundial esteja imunizada até meados de 2022.

A meta inicial era que todos os países tivessem vacinado pelo menos 10% da sua população até final de setembro, mas esta percentagem não foi alcançada em 56 países.

Para inverter a baixa taxa de vacinação especialmente em países pouco desenvolvidos, a OMS e a ONU anunciaram, no início do mês, uma nova estratégia de vacinação global contra a Covid-19 que necessita de oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) para assegurar uma distribuição equitativa de vacinas.

Na conferência de Berlim, Tedros Adhanom Ghebreyesus considerou que as novas metas de vacinação estabelecidas “são alcançáveis”, mas alertou que para isso os países e as empresas que controlam o fornecimento de vacinas devem “traduzir suas declarações em ações”.

“Os países que já atingiram a meta de 40%, incluindo todos os países do G20 (as 20 maiores economias mundiais), devem ceder vacinas” ao sistema internacional Covax e ao Fundo Africano para a Aquisição de Vacinas, instituído pela União Africana, defendeu o diretor-geral da organização.

Numa mensagem de vídeo gravada, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, reiterou igualmente que “o triunfo das vacinas – desenvolvidas e colocadas no mercado em tempo recorde – está a ser anulado pela tragédia da distribuição desigual” ao nível mundial.

A Covid-19 provocou pelo menos 4.941.032 mortes em todo o mundo, entre mais de 243,27 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Press, divulgado na sexta-feira.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.133 pessoas e foram contabilizados 1.085.138 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Fonte: Mundo ao minuto

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