
“Detido no Quibala cidadão em posse de mais de 100 gramas de ouro explorado ilegalmente no Uíge”. Título usado na informação prestada, na sua página do FB, no dia 11 de Abril, pelo SIC, Serviços de Investigação Criminal (instituição com funções judiciárias, afecta ao Ministério do Interior, do Governo de Angola).
O site oficial, tem fornecido, diga-se com muita regularidade, “o ponto da situação operativa”, acredita-se com uma função pedagógica e no âmbito da chamada prevenção geral, na “teoria do crime”.
O texto é acompanhado de fotografias do detido, dos meios utilizados e dos produtos apreendidos (100 gramas de ouro e um pedaço de metal não especificado). O FB, dá-nos a oportunidade de ter uma apreciação imediata do número de valorações feitas ao post, e este teve imensas, assim como o sentimento popular, generalizado que nelas se exprime.
Porque não foi a primeira que tais detenções e apreensões se efectuaram, mas pela volumetria e qualidade dos comentários, desta vez manifestados, deu apenas para …
Voar ao WC, planando em ideias e tempos idos. “O Povo não come algodão”, era a mensagem do texto onde se descrevia a revolta da Baixa de Kassanji que em 4 de Janeiro de 1961 conduziu ao não menos famoso… massacre!
Massacrados andam, ultimamente, os… intestinos! Não param de despencar. A cólera com que se aliviam, não é a controlada pelos serviços de saúde. É uma diarreia da congestão cerebral produzida pelo regime de alimentação… legal? Sim!
Os senhores que as escrevem, a Constituição e as leis, indigestas e engorduradas com banha-da-cobra, fazem-nas refastelados em cozinhas de inox, bordejadas do ouro e diamantes, sobre o granito e o mármore, todos os minerais e terras raras, mergulhados em piscinas de petróleo… embebidos e embalsamados, certamente, por um Dom Pérignon.
As leis deles, que só a eles servem, e algumas senhoras que, de mães, nem os filhos os têm lá, nas escolas, onde, só quando os processos eleitorais exigem, são anunciados programas de merendeiras e refeições escolares.
O “colono” que “explorava o povo” nas fazendas de algodão e nas roças do café, dava-lhes “peixe seco e fuba podre”. Hoje os… donos disto tudo… enfiam nas cadeias, os jovens que, para a realização dos seus sonhos, não optam por migrar para a África do Sul, a nação arco-íris, dos novos massacres;
Há pais e mães que ultrapassam a barreira do desemprego, percorrem quilómetros nas matas, comendo um funje de poeira, acompanhado de um conduto de capim e água barrenta, escolhendo essa digna maneira de saciar a fome e de derrubar a miséria. Exercem a liberdade na sua terra, ao invés de comerem numa farta bandeja, como bolo da independência, a sempre bem servida… resma de leis!










