O BANKETE

FERNANDO REIS

Com o aproximar das eleições, no recôndito da dispensa do partido que nos governa há cinco décadas, vão-se reproduzindo os actos de renovação dos… menus! E, por quem outrora foi tendo alguma paixão, se rebuscam os desejosos de participar na… cozinha! Porque no… cuzinho…  com bons temperos, já se provou, durante muito tempo.

Nos tempos de hoje, não se precisa assim de tantos cozinheiros, que de nada servem, na cozinha, kwando, como se de águas revoltas do rio, que se despenha cachoeira abaixo, quanto mais com um Kwanza que se escoa, eles perderam a importância que a tiveram como… padrinhos! 

As máfias, quais, ratazanas famintas, desandaram das tocas antigas dos quintais e localizaram-se no centro da mesa do bolo com a cereja no… centro! Vale mais ter um bom… kumilão… e das melhores comilonas. É com eles que se fazem, sem dúvida, as grandes festanças. Já se lá vão as pregações contra o… eles “comem tudo e não deixam nada”! O passado virou presente e na primeira… pessoa! 

Consta que, para a festa, se re-convidam alguns glutões, que lhes não basta serem de … barriga-cheia… mas porque, se diz, eles possuem o condão de saciar muitos dos apetites devoradores. Tal como, se bebe, e de boca-cheia se gargala, para fora, no bankete, não se irá sentar no banquinho. Tudo está a ser preparado para as enormes poltronas. 

Dessa vez vão conhecer o que é dançar…. camaradas, patos fora!

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