
RECADOS DA CESALTINA ABREU (35)
“O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar, a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro”.
Mia Couto
Se há algo que nos faz imensa falta em cenários de incerteza e de múltiplas dificuldades como aqueles em que vivemos, é – em minha opinião – a força inspiradora e mobilizadora da esperança na capacidade humana de criar o futuro através da imaginação e da persistência.
A fala de Tuahir (personagem do livro ” Terra sonâmbula” , São Paulo: Companhia das Letras, 2007, da autoria de Mia Couto ), “O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar, a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro” , é uma metáfora poética para o sonho, a esperança e a reconstrução – no caso em Moçambique, mas poderá aplicar-se a qualquer outro contexto em idênticas condições. Esta frase oferece vários elementos que simbolizam a resiliência humana e a capacidade de superação e de reinvenção, qual Phoenix renascendo das cinzas . O Sonho como Motor , porque a estrada (a vida, o caminho) só continua a existir e a progredir se houver um sonho que a mova. E é uma Estrada Viva pois, enquanto houver capacidade de sonhar, o caminho permanece vivo e com sentido, evitando a inércia.
A Esperança e Futuro, tendo o Sonho a operar a ligação entre o presente e o futuro, tornam os seres humanos “parentes do futuro”, promovendo uma construção activa de dias melhores. Tem ainda, implícito, um convite à persistência e à audácia da esperança em momentos de incerteza.
Saúde, cuidados e coragem para sonhar e persistir em tornar os sonhos realidade!
Kandando daqui!










