JUSTIÇA. À ESPERA DE VERMOS O EXTIRPAR DO “ÓBVIO”

CARLOS RIBEIRO

Entre vir no onjango e dizer o óbvio, era melhor vir no próprio onjango e brindar-nos com as medidas, para extirpar o óbvio, que lá dentro se impõe, com poder “celestial”.

Quando reconhecemos que estamos doentes, mais rápido a cura, chega. Mas, nem sempre aceitar essa “obviedade” é, sinal de que procuramos o derradeiro momento da milagrosa cura ou sequer, precisamos de ajuda.

O que buscamos nessa hora é, dar um kilapí duplo ao nosso modo operativo e aos que desesperadamente e, mesmo fartos de “avisar”, se esfolam em nos dizer que o abismo, está a um miserável passo de distância e que mesmo assim, estão disponíveis para ajudar. 

Exceptuando nesse percurso, os famintos do costume, que beneficiam dessa “queda para o abismo” nosotros, que rasgue na rua a Constituição da República de Angola, quem nunca percebeu que o SJN (Sistema Judicial Nacional), está aborrecidamente decadente, infestado de utópica melhoria e carente de fiscalização e de responsabilização.

“Uma coisa é, uma coisa e outra coisa é, outra coisa”. Ou seja, entre vir no onjango e dizer o óbvio, era melhor vir no próprio onjango e brindar-nos com as medidas, para extirpar o óbvio, que lá dentro se impõe, com poder “celestial”. 

Já dizia a Santinha do Pau Firme (não é aquele pau, mentes sujas, miuxxx), o inferno está cheio de boa gente e nós, com a firmeza do Pau da Santinha e, no âmago da nossa assertividade desconfiamos, que o “obviante” está a inflacionar boa gente no quesito.

Já devem ter percebido, que passou a ser institucionalmente pedagógico-partidário, constatar um facto “óbvio”, para enaltecer a negação, diluir a responsabilidade adjacente e, desviar o foco por via dum elaborado patriotismo de elevado calibre de juramento desonesto de quem “cheguei” e comigo ou vai, ou racha.

Anunciar o “óbvio”, vem com bónus entupido de outras falácias numa acéfala mistura de politiquês e jurisdiquês. Provavelmente, para nos manter no “bocejar do politivismos miserável”, disseminando potencial fake news e, igualmente, enviar sinais de fumo ao mukifu do chefe no topo da montanha, para lhe mentir de que agora é, de vez, ou seja, mais do mesmo. 

O chefe, pelos vistos, este não ouve. Deixa. E na sua já “jurássica” indiferença, lá persiste na denegação do curativo naquele dedinho podre, que se encarrega de fazer as escolhas, que depois nos “enfia” goelas abaixo, para “lhe” aturarmos nessa ignóbil “ménage politique” da pestilenta caravana da mal aventurança, “qui estamu cum elis”, há bweréré de anos seguidos.

Como não queremos “disminuir” o foco e menos ainda, prestar um desgraçado serviço  a nossa mui digna cidadania constitucional, também não vamos aqui (até porque quem está atento ao bacanal constitucional que vivenciamos, está careca de saber qual é o “óbvio”), colocar mais água de molho, porque de repetições e sugestões, o céu já não atrai voos esperançosos do carnívoro “homem novo”.

O que pedimos é se, não há tomates para incentivar o extirpar do “óbvio” é, melhor nem sequer nos pocalizar (ofender) e, continuar indiferente institucionalmente. 

Mas, se é de facto digno do “tomateiro”, nem que for preciso se despelar, nos mostre que estamos erradissímos. E com a cidadania constitucional que muito nos orgulha, não nos refugiaremos no falatoísmo da retórica do jurisdiquê e, faremos a devida e justa mea culpa, para medidas assertivas de que reclama o SJN.

Até lá, nosotros, entre escolhermos a dor ciática, varizes ou sofrer de ansiedade, doridos e inchados, por estarmos longamente em cima dos dois pés, escolhemos com orgulho deitarmo-nos à espera de vermos o “óbvio” ser extirpado pelo eloquissímo anunciante.

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