EXTINÇÃO DO SERVIÇO DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL (SIC)

O Investigador em Segurança e Defesa, Lando Simão Miguel, colaborador da plataforma de comunicação ww.kesongo.com vai solicitar ao Presidente da República, a Assembleia Nacional e a demais órgãos institucionais, a extinção do Serviço de Investigação Criminal (SIC). 

LANDO SIMÃO MIGUEL

CARTA DE AVISO AOS CIDADÃOS ANGOLANOS

Os argumentos de sustentação constam de uma carta em que aponta como razões objectivas, a falta de confiança que a sociedade tem sobre o desempenho do SIC, como resultado da “corrupção e extorsão, morosidade e falta de resolutividade, suspeita de infiltração criminosa, abuso de autoridade e falta de transparência”. Tudo isso, segundo o investigador Lando Simão Miguel, constituem dados que “revelam uma crise de legitimidade institucional que compromete a eficácia da investigação criminal e fragiliza a Segurança Nacional”.

Eis na íntegra o conteúdo da carta do investigador Lando Simão Miguel:

“Aos Cidadãos Angolanos,

Venho, por este meio, informar a população angolana sobre a minha intenção formal de solicitar ao Presidente da República de Angola e à Assembleia Nacional, a extinção do Serviço de Investigação Criminal (SIC), com base em dados técnicos e estatísticos recolhidos em sondagem nacional realizada entre Fevereiro de 2025 e Julho de 2026.

Esta comunicação pública tem como objectivo garantir transparênciaresponsabilidade social e participação cidadã, assegurando que todos os angolanos estejam cientes das razões que fundamentam esta iniciativa.

I. MOTIVOS QUE FUNDAMENTAM O AVISO

A decisão de avançar com esta intenção decorre de resultados claros e preocupantes sobre a percepção pública do SIC:

  • 93,2% dos cidadãos angolanos entre 17 e 65 anos afirmam não confiar no SIC;
  • Dentro deste grupo, 90% defendem a extinção do órgão e a criação de uma nova instituição de investigação criminal;
  • O impacto total revela que 83,88% da população activa exige o fim do SIC.

Esta faixa etária representa:

  • A população economicamente activa;
  • Os principais contribuintes fiscais;
  • Os chefes de famílias;
  • Os jovens;
  • Os eleitores;
  • O segmento social com maior interação com os órgãos de segurança.

Os principais motivos apontados para a desconfiança incluem:

  • Corrupção e extorsão: 68,4%
  • Morosidade e falta de resolutividade: 54,2%
  • Suspeita de infiltração criminosa: 47,9%
  • Abuso de autoridade: 41,3%
  • Falta de transparência: 39,7%

Estes dados revelam uma crise de legitimidade institucional que compromete a eficácia da investigação criminal e fragiliza a Segurança Nacional.

II. OBJECTIVO DA INTENÇÃO

Informo aos cidadãos que a minha intenção consiste em solicitar:

  1. A extinção do SIC, através de Proposta de Lei submetida ao Titular do Poder Executivo.
  2. A criação de um novo órgão de investigação criminal, com:
  3. Doutrina e identidade renovadas;
  4. Ingresso por concurso público, investigação de vida e teste de integridade;
  5. Fiscalização externa da PGR, Assembleia Nacional e Sociedade Civil.
  6. A constituição de uma Comissão Presidencial de Transição e Auditoria, responsável por:
  7. Inventariar processos e bens;
  8. Avaliar o efectivo actual;
  9. Garantir a continuidade operacional durante a transição.

III. RAZÃO DO AVISO PÚBLICO

Este aviso é dirigido a todos os cidadãos angolanos porque:

  • A Segurança Nacional é responsabilidade de todos;
  • A confiança pública é um pilar essencial do Estado;
  • A reforma de órgãos de investigação criminal deve ser acompanhada pela sociedade;
  • A transparência fortalece a democracia e a participação cidadã.

A intenção aqui comunicada não visa criar instabilidade, mas sim promover um debate sério, técnico e responsável sobre a necessidade de reformar profundamente o sistema de investigação criminal em Angola.

IV. CONCLUSÃO

Cidadãos angolanos,

Os dados são claros: Nove em cada dez angolanos não confiam no SIC. Oito em cada dez exigem a sua extinção.

Perante esta realidade, considero ser meu dever, enquanto Investigador em Segurança e Defesa, informar a população e agir institucionalmente para garantir que o Estado responda ao clamor social e às exigências de segurança pública.

A presente carta constitui um aviso público, transparente e responsável, sobre a iniciativa que será encaminhada às mais altas instituições da República.

Com elevada consideração,

Lando Simão Miguel

Investigador em Segurança e Defesa”

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