A verdadeira face da coragem não é a ausência de medo, mas a decisão de agir apesar dele; é transformar medo em acção! É justamente quando o medo aparece que surge a oportunidade para a coragem se manifestar.

RECADOS DA CESALTINA ABREU (112)
“A coragem nasce connosco, os medis são aprendidos” é uma constatação da reflexão sobre a natureza humana. A coragem é uma essência intacta de autoprotecção e de exploração, enquanto a maioria dos medos é condicionada e apreendida ao longo da vida, através do processo de socialização, e absorvida pelas experiências, críticas e pelo entorno. Encarar essa dualidade envolve compreender como lidamos com as adversidades e as incertezas.
A ciência dos medos ensina que os bebés nascem com apenas dois medos instintivos, os chamados medos inactos: sons altos e bruscos e o medo de cair. Todos os demais são medos aprendidos; o medo do fracasso, da rejeição, o sentimento de insegurança etc…, são interiorizados ao longo da vida e condicionados pela cultura e pelas vivências.
A verdadeira face da coragem não é a ausência de medo, mas a decisão de agir apesar dele; é transformar medo em acção! É justamente quando o medo aparece que surge a oportunidade para a coragem se manifestar.
A coragem também se manifesta na acção diária – ao tentar algo novo, ao se posicionar sobre assuntos de interese geral, ao falar a verdade em momentos difíceis -, e não apenas através dos grandes feitos dos heróis da História ou da Marvel, que nos incitam a ‘seguir’.
É possível trinar o cérebro para desaprender medos paralisantes, e dar espaço à core interpretando o sinal de alerta do medo como a preparação do corpo para agir (o frio na barriga…) em vez de um sinal para fugir.
Reconhecendo que a vulnerabilidade faz parte e lembrando que existe essa ‘confiança’ natural da vida, e que o ‘cálculo do risco’ só surge devido às experiências, frustrações, criticas e condicionamentos, podemos dar espaço a essa força motriz natural em nós, a disposição para tentar!
Boa quinta-feira, saúde, cuidados e muita coragem!
Kandando daqui!










