PARTIDO CIDADANIA INAUGURA SEDE NACIONAL E MARCA PROJECTO POLÍTICO

Os angolanos estão cansados e saturados de acontecimentos que denotam a persistência de um ódio profundamente enraizado entre os contendores do passado, e não querem mais que este conflito bilateral se espalhe à toda a sociedade e contamine as novas gerações…

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“O Partido CIDADANIA não é um movimento que resume as suas acções em fases de campanha, uma vez que é uma força política em permanente movimento”. A estratégia foi reafirmada pelo seu presidente-fundador Júlio Bessa, que deixou claro o carácter pacifista da formação que dirige, bem como, da observância de solidariedade que deve existir entre irmãos da mesma pátria que já sofreu demais com guerras e conflitos internos.

Júlio Bessa proferiu essas declarações no final da cerimónia que marcou o fim de uma quinzena de diferentes acções, de um vasto programa organizado por ocasião da comemoração do 3º aniversário da Partido CIDADANIA iniciado em Julho, que para além de Luanda, contemplou outras províncias do litoral e do interior, culminando,  no passado sábado (15), com a inauguração da Sede Nacional numa zona nobre da capital do país, na Avenida Lenine, n.º 9, Kinaxixi, Município da Ingombota. 

O acto orientado pelo presidente-fundador Júlio Bessa, animado pela Orquestra Camerata de Luanda e a benção do Reverendo Leo Nsumbo Benção, reuniu a nata fundadora dessa novel formação, designadamente, o seu vice-presidente Antas Miguel e a jurista Ângela Bessa.

Dirigindo-se aos convidados (entidades diplomáticas, político-partidárias, religiosas e da sociedade civil) bem como vários membros desse partido, provenientes de todas as provinciais do país, Antas Miguel reafirmou “o compromisso do CIDADANIA de unir o país em torno de um projecto de construção de uma Angola Nova, pacífica e desenvolvida, com novos valores éticos e uma nova cultura política, protegidos por uma Constituição cidadã”, enfatizado nos propósitos de um programa político “denominado Angola 2075 – O Sonho Angolano”.

Na parte complementar do acto, Júlio Bessa conferiu posse aos vários quadros recentemente nomeados, designadamente, conselheiros, assessores nacionais e provinciais, coordenadores regionais e coordenadores-delegados. De acordo com o presidente-fundador do CIDADANIA, os empossados “serão aqueles que vão auxiliar a direcção na tomada de decisões e na condução assertiva do partido a nível central e local”.

Recordamos que, recentemente, Júlio Bessa, manteve em Luanda, no município do Hoji Ya Henda, um encontro com cerca de 180 líderes religiosos, que marcou o arranque das “Semanas da Cidadania”, num formato de auscultação da sociedade.

Na ocasião, Júlio Bessa apresentou os quatro pilares de sustentação das linhas orientadoras do CIDADANIA para o desenvolvimento do país, resumidos pelo reverendo João Pedro Agostinho: “Unidade nacional e combate à discriminação, com o reconhecimento de Holden Roberto, Agostinho Neto e Jonas Savimbi como pais fundadores da Nação angolana; Defesa e protecção da liberdade religiosa cristã; Normalização da vida económica e social, com aposta em mais saúde, mais escolas e mais empregos; Meritocracia, com a colocação de cidadãos com capacidade para assumir responsabilidades, com base no princípio, a pessoa certa no lugar certo”.

Num modelo de diálogo aberto, foram abordadas questões relacionadas com a “situação social das famílias, segurança comunitária, desemprego jovem, o papel das igrejas na pacificação social e transmissão de valores éticos, e a necessidade de implementação das autarquias no país”.

ACONTECIMENTOS DO UÍGE

Num comunicado tornado público nos últimos dias, “o Partido CIDADANIA lamenta o triste incidente ocorrido, na cidade Uíge, onde cidadãos que pretendiam exercer pacificamente e sem armas os seus direitos políticos, constitucionalmente protegidos, foram alvo de violência policial gratuita e com motivações claramente político-partidárias”.

Mais uma vez, e tal como no passado sangrento, refere o comunicado, “os angolanos voltaram a ouvir narrativas desencontradas para sustentar violações gratuitas dos direitos humanos por quem os devia proteger”.

A direcção do CIDADANIA “não entende porque é que o partido político MPLA, fecha ruas, faz marchas, tira os professores e as crianças das aulas para irem apoiar as suas actividades partidárias, e a Polícia não intervém nem considera actos reprováveis”. E refere que “os incidentes do Uíge constituem a prova mais evidente de que o MPLA capturou o Estado de todos nós”.

CIDADANIA recorda que “os cidadãos angolanos estão cansados e saturados destes tristes acontecimentos, que denotam a persistência de um ódio profundamente enraizado entre os contendores do passado, e não querem mais que este conflito bilateral se espalhe à toda a sociedade e contamine as novas gerações”

Os cidadãos angolanos, reitera o comunicado, “querem a união, e não a divisão; querem o amor, e não o ódio; querem a democracia e não a tirania para se concentrarem nas tarefas ingentes do desenvolvimento económico e social”.

CIDADANIA alerta a governação que “cidadãos querem medidas concretas para eliminar a fome e a pobreza, combater o desemprego e a subida galopante do custo de vida; querem medidas de política eficazes para integrar no sistema de educação e ensino as cerca de oito milhões de crianças que se encontram fora do sistema”. Mas também querem, resalta o comunicado “acima de tudo, medidas práticas para erradicar a malária e outras endemias que ceifam milhares de vidas todos os santos dias”.

Convidados e membros da direcção do CIDADANIA

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