ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELAS NOSSAS ESCOLHAS

Não adianta acusar o destino, a fatalidade, apelar à vitimização. Nós é que temos de fazer a diferença e assumir o controlo da nossa vida, individual, familiar e socialmente.

RECADOS DA CESALTINA ABREU (124)

“A mente que se abre para uma nova ideia nunca voltará ao tamanho original” é uma das reflexões mais conhecidas de Albert Einstein sobre aprendizagem e crescimento pessoal. 

A ideia de mente aberta ganhou ainda mais importância num mundo marcado por mudanças rápidas, excesso de informações e necessidade constante de adaptação. Mais do que aceitar opiniões diferentes, manter uma postura aberta significa desenvolver curiosidade, pensamento crítico e disposição para aprender ao longo da vida . Ou seja, é preciso estudar, entre outras disciplinas, a História… um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la, lembrava o filósofo irlandês Edmund Burke. Estudar a História é fundamental para a formação da cidadania, a compreensão do presente, e a acção no sentido de ‘formatar o futuro’. A História não é uma colecção de datas, é uma ferramenta viva para evitar que as mesmas tragédias sociais e políticas ocorram novamente.

Porque repetimos as mesmas situações se sabemos que tudo o que a gente resiste, persiste (Carl Jung)?  Repetimos porque o nosso inconsciente busca dominar e resolver traumas passados. Ao tentar fugir de dores ou emoções difíceis, nós as fortalecemos, o que cria ciclos automáticos.

A história repetir-se-á se não soubermos estabelecer novos objectivos, metas, e estabelecermos novos roteiros, se o passado for tratado como um roteiro definitivo, e não como um guia de aprendizagem. O progresso exige uma ruptura com velhos hábitos pelo estabelecimento intencional de novos propósitos e planos de acção.

Quando olhamos com novos olhos para os velhos problemas a vida renova-se e os caminhos abrem-se para novas oportunidades. Olhar para velhos problemas com uma nova perspectiva ( pensamento lateral) quebra padrões antigos e permite-nos vislumbrar soluções e caminhos que antes passavam despercebidos.

Essa mudança de mentalidade é a chave para a inovação e o desenvolvimento pessoal. Numa altura em que enfrentamos tantos desafios, individual e colectivamente, podemos aplicar esse conceito na prática! Precisamos identificar qual é o “velho problema” para encontrar novos caminhos e oportunidades, juntos.

Está na nossa ‘mão’ fazer isso, traçar um novo rumo. Não adianta acusar o destino, a fatalidade, apelar à vitimização. Nós é que temos de fazer a diferença e assumir o controlo da nossa vida, individual, familiar e socialmente.

Assumir a responsabilidade pelas nossas escolhas é um passo fundamental para o desenvolvimento pessoal e uma melhor vida em sociedade. Focar naquilo que podemos controlar permite-nos sair de uma postura de passividade ou vitimização, e passar a agir como agentes activos de mudança. Seja no âmbito individual, familiar ou comunitário, essa mudança de mentalidade (frequentemente associada à resiliência e ao locus de controlo interno) traz benefícios práticos no sentido da afirmação ‘Sim, Podemos’, da maior eficácia na resolução dos problemas e no reforço da coesão social.

Saúde, cuidados e coragem nesta sexta-feira!

Kandando daqui!

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