UMA SOCIEDADE GESTORA DO CAVACO

FERNANDO REIS

Haverá certamente muitos mais estudos como aqueles que nos têm sido apresentados, ultimamente, nas redes sociais, para prevenção dos incidentes hidro-climáticos e, por arrasto, para responsabilização dos indivíduos, pelos acidentes geradores de danos humanos e materiais. 

Mas, com o quadro legal marcadamente de cariz estatizado, e com uma elite pouco empreendedora, salvo se o negócio for para obtenção de lucros exponenciais com o parceiro “Estado”, não se afigura que tenha surgido algum atrevido, que haja sequer ter sido admitido pensar (tenha e exposto tamanha obscenidade política), completamente fora das “linhas orientadoras do Modelo Planificado de Desenvolvimento”, blá, blá, bum… nacional e local! 

Admitindo que uma qualquer revoada, dessas que se têm abatido sobre os regimes que formam os seus novos-ricos a três pancadas, permitisse que lá pela cidade alta, um conselho de ministros (não adestrados, nem movidos para verem os seus nomes alinhados na pool position das listas dos… alistáveis!) estudasse levar à AN um projecto de lei que libertasse esse potencial de desenvolvimento, as terras os seus solos e os subsolos) e os rios. Criar-se-iam, espontaneamente, mais postos de trabalho, legalizava-se o garimpo (coisa que já o estava a ser feita com a Alrosa, quando era da filha do “manda-chuva”) e deixasse correr o sonho de ser “livre e rico” que tira o sono ao jovem angolano.

Uma Sociedade Anónima gestora do Cavaco (outra para o Catumbela e outra para o Coporolo, exemplos para outros leitos hidrográficos, particularmente no centro-sul do país, onde há que desassorear leitos, fazer retenção de caudais, explorar mini-hídricas, criar instâncias de turismo, erguer pequenos centros de transformação, criar centros de troca e concentração para os transportadores, cuidar de passagens hidráulicas e pontes) agregando grandes, médios e pequenos capitais e, acima de tudo, servindo de suporte às cooperativas e às associações auto-promovidas. 

O papel das instituições, para o controlo, fiscalização e adequada regulação, ficaria muito mais restrito, focado e eficaz.  

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