VELHOS CAMINHOS NÃO ABREM PORTAS NOVAS

RECADOS DA CESALTINA ABREU (108)

É da ausência de caminho que se constrói caminho, ou seja, é exactamente nos momentos onde tudo parece incerto, que nasce a oportunidade para a inovação. 

Não existem regras fixas para a sua jornada; o rumo define-se a cada passo dado. O caminho se faz ao caminhar, abraçando a liberdade de desbravar o desconhecido, confiando na nossa capacidade de traçar novas direcções e viver novas experiências.

E isto, porque o caminho é a metáfora da mudança, do movimento e da metanoia existencial. O caminho simboliza o processo dinâmico da evolução humana. O movimento físico obriga ao abandono de zonas de conforto, impulsionando a metanoia, a transformação profunda na forma de pensar, agir e de perceber o mundo e a si própria/o, no mundo.

Essa jornada existencial exige o abandono de certezas antigas em prol do crescimento. Tudo aquilo que hoje encaramos como garantido, amanhã pode já não fazer parte do nosso caminho.

No caminho difícil da vida, recomeçar pode ser bem mais leve do que insistir naquilo que já percebemos / sentimos que não vai bem. Exige coragem e, embora possa parecer um desafio, na verdade, poupa a energia gasta em situações insustentáveis. Priorizar o nosso bem-estar e reavaliar rotas, é um passo essencial para o desenvolvimento pessoal. Neste sábado, saúde, cuidados e coragem, lembrando a sabedoria popular: “velhos caminhos não abrem portas novas”!

Kandando daqui!

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