
Aos 18 de Dezembro de 2025 (decorreram cinco meses) escrevi o seguinte ao tomar conhecimento da morte de FERNANDO DA PIEDADE DIAS DOS SANTOS ‘NANDÓ’, quando se preparava para anunciar que também entraria na corrida para a presidência do MPLA:
“Uma vez mais, a morte, na sua imprevisibilidade, foi sacana! Mas se existe mesmo outra dimensão para lá da vida terrena, em conversa com o ex-Presidente José Eduardo dos Santos, não o martirize mais o recordando que na saída, continuou a não se justo com o seu Povo. Porque depois dele, merecíamos estar melhor e não estamos. E o pior é que quem nos coloca nessa situação, acha que é o supra-sumo, o único abençoado e que ninguém mais é capaz de ter melhor desempenho, se não for sob sua direcção”.
Mantenho essa opinião e agora acrescento a seguinte pergunta: “Se Nandó estivesse vivo e tivesse mesmo feito, esse anúncio, que processo judicial seria preparado para o arrumarem, ou como seria essa encenação para favorecer o candidato João Lourenço? Ou a sua morte, acredito, que por mais um percalço do nosso destino, fez parte do processo e facilitou a vida ao dono-disto-tudo”?
A verdade e certeza incontornável é que, tal como José Eduardo dos Santos e Fernando da Piedade Dias dos Santos ‘Nandó’, ninguém sobrará para semente. E o próximo, até pode ser o autor desta reflexão, eu mesmo, se quem está lá em cima ou os que estão cá na terra não interromperem o meu percurso de acesso à plateia para ver o fim deste filme de terror.
Mas, ainda que por cá permaneça mais 50 anos, não acredito que continuando com esse modelo de governação e tanta trapaça, o país se livrará do lamaçal onde está atolado.










