
Nos países civilizados, exige-se aos candidatos a membros dos poderes Legislativo, Executivo e Judicial, uma conduta moral irrepreensível que deve perdurar durante o exercício da sua função.
Nos países civilizados, caso um dirigente tenha algum problema familiar que ultrapasse a moral, ou a ética, que possa afectar não apenas a sua reputação, mas também o seu trabalho e a imagem da Nação, deve colocar o seu cargo a disposição. Caso contrário, se for apanhado em flagrante delito, ou se existirem fortes indícios, após apuramento de provas, deve ser exonerado. O cônjuge do acusado deve actuar de forma a evitar ou reduzir o seu próprio sofrimento, dos seus filhos, pais e evitar prejudicar a Nação, porque os intriguistas não vão parar. O problema é que nem sempre estão a altura para agir dessa forma.
Não é fácil, mas “a roupa suja lava-se em casa”. O cantor Júlio Iglesias diz numa das suas canções, que “Foi mais feliz quem mais amou”, mas o nosso amor maior é o respeito por nós próprios, pelos nossos pais, pelos nossos filhos e pela nossa Pátria.
A “roupa suja” sobre a vida íntima do general Furtado continua a ser lavada “nas redes sociais”. Verificamos por via de áudios e vídeos informais que circulam postados pela suposta pessoa ofendida (não sei se existem mais), que não se faz qualquer referência a ter já movido um processo-crime contra o acusado e o resultado dessa acção.
Num dos últimos vídeos, a suposta ofendida diz que foi chamada ao SIC, na sequência de eventual participação do general Furtado, mas mandaram-na em liberdade. De imediato viajou para o exterior, onde se sente, possivelmente, mais à vontade, para fazer os seus áudios e vídeos.
A verdade é que os áudios e vídeos sobre a vida íntima do acusado existiam e seria necessário concluir as perícias. A esse respeito, a queixosa não nos parece clara, no que respeita a um determinado teste.
Mantenho a convicção de que o general Furtado, à semelhança do general Fernando Garcia Miala não tem base, visão e nem estratégia para estarem a frente da Segurança de Estado de um país como Angola, saído de um longo conflito, com três longas fronteiras terrestres e uma costa marítima extensa vulnerável, e mal fiscalizada.
Todavia, sou contra possíveis cabalas, contra possíveis alvos políticos a abater, quem sabe se no quadro de pura competição ou jogo de corredores. Até ser provado, deve dar-se o benefício da dúvida ao acusado, tal como quando quem quer que seja, venha as redes sociais fazer acusações. As eventuais “fake news” não devem apenas ser más quando são contra o Presidente da República.
Nesse caso, antes do Presidente nomear alguém para o Executivo ou para o seu Gabinete, ou confirmar algum magistrado superior, deveria exigir-se que se fizessem testes, conforme norma nas empresas multinacionais e nas Nações Unidas. Dever-se-ia também apurar, no caso dos seropositivos, quantas vítimas contaminaram, porque a acontecer, conscientemente, constitui crime.
Que fique bem claro, que não pretendo de forma alguma defender o general Furtado, que, não obstante, tenha sido um bom combatente (não de Gabinete), não deu provas de estar à altura das altas funções para as quais havia sido nomeado.
A pior e a mais nojenta das missões do general Furtado, foi ter feito caça ao corpo moribundo do Presidente José Eduardo dos Santos, que aparentemente é odiado pelo general Miala e pelo Presidente da República. Nessa sua missão, correu com a primogénita de José Eduardo dos Santos, que era quem pagava a renda da casa, assim como os seus dois filhos que consigo coabitavam em Espanha. Substitui-os por pessoas que o Presidente José Eduardo dos Santos não queria ver, e raptaram o corpo dos filhos que sempre estiveram com ele. Inclusive, desinformaram a sua irmã sobre a hora da saída do voo de Barcelona. Mais grave ainda, foi terem impedido que os seus filhos o visitassem nos últimos dias de vida no leito de morte, no hospital onde se encontrava internado.
Pronuncio-me unicamente como cidadã, advogada e patriota imparcial, que não corrobora com intrigas, sejam ou não políticas, por ter a felicidade de ter tido “berço”, que agradece aos seus queridos pais. Mas, factos são factos.










