ASSOVIO DE VIMBALAMBI (1)

Benguela, terra de praias calmas, limpas e profundos azuis, do excelente marisco e da mais das doces, a banana do Cavaco, foi acordada com sacudidelas, aos sons de gritarias e, enfurecidas vozes. Mau presságio! Para quem ainda não dormiu para, só no sono, fugir do filme, do preto e a colorido que ainda se vive, a fúria desse seco rio caído das Bimbas.
O país, se num carrossel, às voltas, pelo poder, com eleições, já na cidade que era para com a barriga e por uma qualquer palha que lhe enganasse como milho, agora, os corpos esgotados só clamam, por… repouso!
Uma morada! Que se restitua aos pequerruchos o normal ir e vir à escola, mesmo que enterrando os pés nas areias poeirentas do… Tchipyondalu… sob a fria ventania que salga.
Houve quem se apressou a dedilhar o terço. Temendo pelas suas agro-criações, pelos seus armazéns. As vivendas, os luxuosos automóveis. Do lado da Morena, os chefes dos cavalos, dos blindados, das AKAs, dos porrinhos. De punho em riste. No lado de cá, os de “gaza”, dos parques, dos campos, dos chãos e do campismo, o nervo subia no braço frágil. Prontos para entregar às balas os seus intestinos… dissecados!
Alguém disse que um milagre aconteceu. Não houve “chocolates”, tendo sido as “broas”reencaminhadas para a padaria do Santos Primo, para o reaquecimento. A memória fazia recuar ao Maio de 77 em que “não haverá perdão” e num ápice se foram…
Prova, de que já há uma polícia republicana, deu Ombaka. A República, com as suas instituições de Direito, tem sido cimentada com o sublimar da cidadania.
Quanto à Democracia, depois de cinquenta anos de ensaios com ditaduras democráticas, multipartidarismo monocrátrico, há ainda quem acredita que o centralismo democrático é a chave para a manutenção do poder. Perde-se de vista… para além do Morro do Sombreiro, no oceano, se estatela, tal como os que vão ao Alto das Cruzes, o avermelhado sol. Noutra visão, do cimo do Vimbas, vislumbram-se os raios sempre quentes do nascente… todos os dias nascem crianças!










