“Medo demais, tarde demais. As coisas não mudam por dois motivos: ou é medo, ou é tarde”.
Anónimo

RECADOS (129)
Esta frase reflecte a inércia humana, dividida entre o receio do risco e a passagem irreversível do tempo. Ela resume como paralisamos diante do novo ou percebemos a mudança tarde demais.
Por um lado, temos o peso do medo: a incerteza, o pavor do desconhecido, impede aquele primeiro passo para sair de onde estamos. E, em geral, esta é a zona de conforto, que nos leva a preferir a dor conhecida à promessa incerta de transformação. Além disso, importa não esquecer o apego, a manutenção daqueles velhos hábitos por segurança emocional.
O medo e a mudança estão ligados porque o cérebro humano prefere o que é seguro e conhecido, gerando insegurança diante do novo. Sentir receio ao mudar é um mecanismo natural de protecção, mas que pode ser superado com pequenos passos.
Como podemos enfrentar esse medo? Vamos dividir o desafio em partes, começando com metas pequenas, alcançáveis, para o desafio parecer menor. Encarar a transformação como uma oportunidade para crescer, e não como uma ameaça. E dar o primeiro passo, pois a coragem não nasce antes da acção, ela aparece quando começamos.
Por outro lado, o tempo também tem o seu peso: nas oportunidades perdidas, e na sensação paralisante de que deixámos o momento ideal passar. No momento seguinte vem a resignação sob a forma de aceitação de que não valerá mais a pena o esforço, não terá mais efeito.
Mas o momento ideal para a mudança é o presente, pois o passado não pode ser alterado e o futuro depende das acções de hoje. A transformação exige aceitação, coragem e o abandono da espera por um cenário perfeito.
O agora é o único espaço temporal onde é possível agir e transformar o rumo das coisas. Esperar por outra pessoa ou por outro momento apenas prolonga a estagnação. A adaptação contínua faz parte do crescimento pessoal e da evolução natural da vida.
Então, nesta quinta-feira, um convite à reflexão sobre o que sentimos necessidade de mudar nas nossas vidas, nas várias dimensões – pessoal/familiar, social, profissional – e, consequentemente, o que temos de fazer para operar essa mudança!
Kandando daqui!










