POEIRA DO VIMBALAMBI

Na receita tradicional, a funjada, é de empanturrar. Tirar… soneka! Para o final da tarde. Quando se chega das compras, no mercado do Banga-Sumo, recomenda-se, um… passa-boka! À tónica com vodka. Até quando se bater a panela farta com fuba-da-pedra, do Londuimbale, com mistura do bombô da crureira do Uíge. O tomate, meio verde-amarelo-avermelhadinho, não muito grande, daquele oval, com biquinho. Ao gindungo, retire-se-lhe as pevides, amasse-se bem a casca cheirosa do kaohomboh, numa tigela de barro do Longonjo. Com o meio-limão que sobrou dos cubos trinchados e introduzidos no copo alto e largo, esprema-se, o quanto baste, para … assustar o picante. Até lá, sentado na cadeira com os pés esticados sobre um “mocho”, no quintal, sob a árvore, passe-se em revista o “KESONGO” do RA e às makas de Angola que se vão conhecendo só e apenas, nas RS.
A DENÚNCIA
O Bastonário da O.A.A. ao seu jeito, frontal, tem-se queixado da falta de cultura de denúncia por parte do cidadão. O nosso homem, certamente, pensa nos termos da lei, no articulado penal. Os que já estão um coxito mais cacimbados, vindos dos processos do colono e do mono, sabem bem que denunciar tem conotação a traição. Para efeitos de combate à corrupção, o “traidor”, que domina os factos a denunciar, só pode ter como fonte um dos lados: ou os ingredientes exigidos pelo corrupto, ou o conteúdo no interior dos envelopes deixados pelo corruptor. Aqui chegados, 3 minutos de cool breaking. Um bom gole, com vontade de golo. Sacudindo a bebida que começa a aquecer. Retomada a leitura, venha a publicação de Joaquim Jaime, “POLÍTICA E POLITICAGEM: O IX CONGRESSO”…
O IX CONGRESSO
O desafio dos congressistas, não é ideológico, nem programático. É metodológico. O partido no poder tem de se democratizar primeiro. Para o funcionamento interno e na relação com a sociedade.
O modelo de gestão das instituições republicanas não pode ser mais “por conveniência” pasme-se, de… serviço; a escravatura imposta aos profissionais da comunicação social, precisamente aquela que deveria constituir o quarto pilar da estrutura democrática, como a primeira na denúncia dos actos de improbidade na administração; na denúncia dos comportamentos de conluio, do compadrio e do proteccionismo entre os membros nomenclaturados; o quarto poder que deveria ser o primeiro na denúncia das práticas indecorosas que mexem na intimidade das privadas da pessoa, e abusam da materialidade da coisa pública; o desafio dos congressistas não é tanto exigir que o cidadão tenha cultura de delacção, apologizando os velhos tempos de “disciplina, vigilância, produção”.
O desafio dos congressistas, é obrigar o legislativo a concluir o processo constitucional do poder autárquico e do poder tradicional.
Só depois será possível o debate sobre o conflito de interesses antagónicos, dessa tal coisa de “partido de massas” e… bolachas que suporta a distribuição de chocolates!
Sem levantar poeira, do Vimbas, na próxima, convido-vos a virem comer um kalulu com arraia seca da Catumbela-Praia.










