A FRAQUEZA DE UM REGIME VICIADO

MARIA LUÍSA ABRANTES 

Não é difícil destruir a identidade dos jovens, quando a maioria provém de gerações que nunca entraram numa escola, porque nem certidão de nascimento têm. São fantasmas vivos que não contam, porque não estão registados, porque os seus progenitores também não. Os que frequentam a escola, têm ou tiveram “professores” que não conhecem a gramática, nem no seu próprio dialecto (língua nacional). Nas escolas, algumas debaixo das árvores, não têm um laboratório onde possam aprender, conceber, inventar, sonhar, brilhar e, na pior das hipóteses, obter um curso profissional. Não têm emprego, não têm pão, não têm chão.

Segundo defendeu um ex-agente da KGB, Yuri Bezmanov, “não precisas de guerra para destruir um país. Fazes com que as pessoas o destruam por dentro”, num processo com 4 fases, nomeadamente: 

1.⁠ ⁠DESMORALIZAÇÃO: “entre 15 a 20 anos, para acabar com o patriotismo, principalmente dos jovens, enfraquecendo os seus valores, como a identidade e o orgulho no país, vendendo isso como progresso. Quando alguns desses jovens chegarem ao poder, já estão moldados, não adiantando nada tentar convencê-los que estão errados”;

2.⁠ ⁠⁠DESESTABILIZAÇÃO: “dos 2 aos 5 anos, começa-se a mexer nas bases do país, nomeadamente, economia, relações externas e sistemas de defesa debilitando-os;

3.⁠ ⁠CRISE: “momento de ruptura violenta do poder com as estruturas sociais”;

4.⁠ ⁠⁠NORMALIZAÇÃO“fase final, onde esse poder impõe uma normalidade após a crise”. 

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