MATEMÁTICA DAS PALAVRAS

Para Donald Trump, a fúria épica, vai ser muito mais complicada. Coloca em causa, a continuidade do poder de encobrimento dos republicanos no Congresso e no Senado, em Novembro próximo e pode não chegar ao fim do seu mandato. E tem ainda de prestar declarações sobre a sua associação ao pedófilo, chantagista e agente da inteligência isrealita, Jeffrey Epstein.
Incentivado pelo “passeio numa praia venezuelana”, o ladrão-em-Chefe, palmou alguns objectos pertença da Casa Branca, no fim do primeiro mandato, e previu 4 dias. Depressa, chegou aos 08,15, 30 de duração do ataques e conquista da Pérsia.
Agora, como quem não quer de caxexé, implora pelo fim, num estapafúrdio movimento, para sair pelo menos, com a dignidade de quem perdeu por KO, mas acredita que ganhou por pontos.
Vamos aos factos do que pode ser nos próximos dias, um vexame para a Casa Branca.
A mistura com grandes títulos nos mídias do costume, sobre mudar o regime no Irão sem colocar “boots on the ground”, libertar o mundo da ameaça dos mísseis de longo alcance, blah, blah e mais blah, blah e claro, sem esquecer a grande destruição da noite (09/03), que o fez anunciar o fim da guerra enquanto decorria a “grande destruição”.
No dia seguinte, num lapso mental de “help me” ligou para o Kremlin, com mais de uma hora e, eis que, a narrativa muda: vemos sinais de que o Irão quer negociar e, vamos discutir o “alcance dos mísseis”, disse o presumido Marco Czar de Cuba Rubio. Pelo que ouvimos, o blah, blahdo momento já não é a completa destruição da ameaça para a humanidade ou seja, dos Kheibar4, com cerca de 2000 km/hora, dos Fatah1 e 2, com 1.500km/hora, dos Sejjil com 2.500km/hora, dos Haj Qasem, com 1.400km/hora, dos Soumar, com 1.350km/hora e dos Hoveyzeh, com 3.000 km/hora. Porque tal capacidade de destruição, não pode estar sob controlo espiritual ou seja dos “Yatolás”.
Vai daí, os Estados Unidos, o patudo predilecto de Israel, juntos e imbuídos do mais nobre patriotismo da truculência, enquanto negociava um novo acordo com o Irão – em substituição do anterior rubricado pela administração Obama, movimentou toda cangalharia, para Israel e para as arábias. Do outro lado, deixou o proxy Zelenskye no escuro e com pontos luminosos na chipala. Um dia antes da assinatura do novo acordo, que havia sido negociado no ano passado e, que também a 24/horas da assinatura, a truculência nos brindou com um show de avicucas, que durou 12 dias. E vimos, que do 13° em diante, Trump como bom mixeiro de imóveis, nos fofocou “que acabou por completo com a indústria nuclear iraniana”.
No fim do mês passado e usando o mesmo estratagema, voltam para destruir “o que destruíram por completo” no ano passado! Mas, desta vez a ideia era induzir o Irão a atacar primeiro.
A futurologia não é nossa especialidade, mas uma análise rápida ao disconfiómetro, nos indica que o bebucho isrealita se antecedeu porque tinha o Intel nas fuças, que garantia que os alvos estariam naquele dia e naquela hora ali. Fez como sempre, merda. 170 menores, foram sacrificados, para satisfazer o desejo mórbido de apagar o barbudo espiritual Khamenei. Washington, ao contrário de Israel, cuja função nessa truculência é matar, responde pela destruição de infraestruturas. Mas, o Irão tinha que atacar primeiro. Maldito Israel. Não quis seguir o plano por isso, tiveram que avançar com todo poder da fúria épica, para destruir os mísseis hipersónicos que nos ameaçam à todos.
Mas, as ligações para o Kremlin não ficaram só pela do el gringo loco. Os países do Golfo lhe seguiram sôfregos em ver o Kremlin pedir ao Irão, para não bater mais nos vizinhos cúmplices. Este, já disse que não tem vontade nenhuma, até porque sabe, que os da fúria épica e sua claque, os que se olvidaram de condenar o ataque, mas bradaram ao glorioso omnipotente contra o direito do Irão responder, dentre os quais, o ‘dono disso tudo’, desesperado em estar na lista de presentes de natal del gringo loco. O Irão, que tem estado a aplicar o princípio de Sun Tzu ou seja, “toda a guerra é baseada na dissimulação”, diz ter capacidade para suportar uma guerra de pingue-pongue, por largos dias. E, por falar nisso, o saldo da fúria épica é, entre aspas, avalassador, para os truculentos e para os árabus, onde o povo sai a rua, para festejos sempre que um drone ou míssil iraniano se apresenta, para atacar um alvo americano. Estes, diante da mórbida rejeição em se penitenciarem e como forma de evitar novos ataques, decidiram propor a Washington um récuo estratégico, para posições mais vantajosas. Ou seja, os árabus querem que as restantes bases do exército americano na região, sejam esvaziadas de pronto, para que o Irão não tenha mais motivos para lhes torrar a paciência, com o clamor de Allahu Ak Bar, cada vez que um míssil aterra.
Entretanto, o Irão, sentido-se uma potência celestial, responde que não vai permitir a reabertura de nenhuma base militar americana nas arábias. Está se sentindo também o dono daquilo tudo. Tem a benção e a graça da Rússia e da China, com ajuda em tecnologia militar e espacial, para sinalizar os alvos no terreno, seguir on time a destruição que causa e as movimentações dos aviões, navios e fogo inimigo.Tal como acontece na Ucrânia, com os “especialistas da OTAN” no Irão, chineses e russos fazem o mesmo.
Mas, continuando…
Para Israel, a fúria épica tem sido avassaladora também. Perdeu vários generais e soldados, cientistas nucleares e vários operativos das diversas agências de segurança e de espionagem. Há dias, a casa do bebucho, refugiado na Alemanha, foi atacada, tendo “perecido” um irmão. Diz-se também, que o principal motivador da carnificina em Gaza, o Ben Gvir, é um dos feridos com gravidade. No entanto, a BBC informa que Gvir, sofreu um terrível acidente de carro. Provavelmente, quando fugia para o abrigo mais próximo.
E, claro para Trump, a fúria épica, vai ser muito mais complicada do que um simples avassalo. Coloca em causa, a continuidade do poder de encobrimento dos republicanos no Congresso e no Senado, em Novembro próximo. Está também em causa, se Trump irá ou não chegar ao fim do seu mandato. Sem esquecer, que tem ainda de prestar declarações sobre a sua associação ao pedófilo, chantagista e agente da inteligência isrealita, Jeffrey Epstein.
Entretanto, com um custo diário da fúria épica a rondar um bilião de dólares, o ministério da guerra em Washington não desmente nem confirma a destruição ou não do Abraham Lincoln (o maior e o mais formidável porta-aviões do mundo, segundo Trump). E nem fala sobre a “situação carcerária” dos cento e tais operativos da Força Delta, a tal que teve a gentileza de levar o Nícolas e a Cília para Nova Iorque e, que no Irão, perderam rede. Foram capturados e outros tantos desaparecidos, dias após ao início dos bombardeamentos. O objectivo era, misturados com os curdos, abrir várias frentes de guerra na rectaguarda iraniana.
O certo mesmo, é o encerramento dos dois hospitais em Ramstein, na Alemanha, por falta de espaço, e permitir que todo apoio médico seja prestado aos soldados regressados do golfo arábico. Como também não desmente ou confirma, a destruição completa da maior e principal base militar fora dos Estados Unidos, em Juffar no Bahrein, apesar das imagens de satélite confirmarem, que não está diferente do aspecto actual de Gaza. Telaviv, pelo que tudo indica, segue o mesmo destino.
A narrativa agora é fechar algo que já está fechado deste 28 de F evereiro último, pelos iranianos. Trump quer estancar o prurido que causou e que lhe inunda os seios nasais já debilitados pelo putrecfatado estado de saúde mental. Não só vai alterando a narrativa, como também os bodes. Desta vez, escolheu o genro, embaixador em Telaviv e o general Witkoff, seus papagaios no projecto Gaza Rivieira e na Ucrânia. Estes dois patos se juntam à dois investidores imobiliários, um ex-apresentador de televisão e ao “betinho2 Marco Rubio”.
O que o vemos hoje é um procedimento recomendado em Washington, por altura das eleições no Congresso e no Senado. É algo tido como de bom tom, pois reforça as hipóteses de manter o status quo e garante a continuidade na paz dos homens da última metade do mandato presidencial. Mas, o resultado do que vemos hoje, poderá ser desastroso para o norte global e para o unilateralismo. Poderemos estar a entrar no ciclo de liderança do sul global e do multilateralismo.
Até lá, Trump terá muito que se explicar, principalmente, sobre a sua participação na rede Epstein, e que lhe valeu a alcunha “carinhosa” de pedófilo-em-chefe.










