AS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS MOLDAM A NOSSA VISÃO DE MUNDO

RECADOS DA CESALTINA ABREU (41)

“A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores.”

(O Outro Pé da Sereia, 2006, de Mia Couto)

Significa que a verdadeira essência de uma viagem não está no deslocamento físico ou na quilometragem percorrida, mas sim na mudança interior, na abertura mental e na superação de preconceitos, medos ou limitações pessoais. 

Começa pela desconstrução interna do ‘atravessar fronteiras interiores’, significando sair da nossa zona de conforto, abandonar preconceitos e estar aberto a novas perspectivas. Continua através da ‘mudança de/no olhar’, porque a viagem é uma transformação pessoal, onde ‘o destino’ é uma nova maneira de ver o mundo, e não apenas um local geográfico. Isso tem como consequência que, quando do regresso, se volta diferente, porque quem aceita o desafio de ‘viajar de verdade’ não retorna o/a mesmo/a; as experiências vividas moldam a nossa visão de mundo e de nós mesmos.

Este é um incentivo à valorização da nossa experiência humana, individual e colectiva, e do autoconhecimento em contraposição à ‘viagem de turismo’, em geral, uma simples movimentação geográfica, sem consequências no que somos nem como pensamos e agimos. 

Neste sábado, saúde, cuidados e coragem para iniciar a viagem, não para escapar da Vida, mas para que a Vida não nos escape! 

Kandando daqui!

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