SONANGOL INAUGUROU UNIDADE DE RECEPÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS

A Sonangol procedeu, hoje (14), à inauguração da Unidade de Recepção e Distribuição de Gás, (URDG), denominada Projecto Falcão 2, localizada no município do Soyo, província do Zaire. A infraestrutura terrestre prevê a recepção, transporte e distribuição de gás natural proveniente da fábrica Angola LNG, para a Central de Ciclo Combinado do Soyo e para a fábrica de fertilizantes AMUFERT, onde serão tratados, por dia, até 150 milhões de pés cúbicos de gás seco e húmido.

A unidade tem ainda como principais benefícios, a geração de empregos na região, maior produção e oferta de energia eléctrica para a área local e circundante, e maior disponibilização de produtos resultantes da utilização do gás natural, como fertilizantes para a agricultura.

O acto de inauguração foi presidido pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, e pelo PCA da petrolífera nacional, Sebastião Gaspar Martins, acompanhados pelo governador do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho. 

Ao intervir na cerimónia, o titular da pasta ministerial garantiu que com a inauguração da segunda fase do Projecto Falcão, cumpriu-se uma missão delicada que faz parte das orientações do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, para o sector. E sublinhou ainda, que o município do Soyo e este projecto fazem parte do que considerou ser, um desafio grandioso.

Adriano Mendes de Carvalho, Governador da província do Zaire, deu as boas-vindas e referiu que “a população, em geral e os jovens, em particular, aguardavam por este momento com muita expectativa, pois observam neste Projecto a oportunidade do primeiro emprego”. O Executivo, disse ainda, tem considerado o gás natural como um recurso estratégico devido ao seu importante papel na melhoria do acesso à electricidade, estimulando a indústria e o desenvolvimento em simultâneo.

O PCA da Sonangol, Gaspar Martins, por sua vez, realçou que a URDG “resulta de um compromisso de persecução do programa de desenvolvimento nacional da Sonangol, gizado pelo Executivo, que está enquadrado na estratégia de maximizar a utilização de gás natural como fonte de energia limpa e de matéria-prima para a indústria petroquímica”.

A URDG conta, também, com equipamentos para manutenção, onde está instalada uma componente para a remoção dos líquidos associados ao gás, tratamento e medição da qualidade do produto. 

A implantação do Projecto Falcão 2, no bairro Kintambi, na periferia da cidade do Soyo, numa área bruta de 10 hectares, durou 26 meses, está avaliada em 42.8 milhões de dólares e gerou 29 postos directos para jovens locais. 

Participaram no acto para além das entidades referenciadas, o secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, o director-geral do URDP, Luís Fernandes, o director nacional de Refinação e Petroquímica, Alcides Santos, gestores da Sonangol, da construtora e de fiscalização, MECWIDE e SOAPRO, respectivamente, representantes de operadoras petrolíferas, membros do governo provincial, autoridades tradicionais, e várias outras entidades.

Mais protegida contra práticas de corrupção

A Sonangol considera que as práticas de transparência adoptadas com o Programa de Regeneração da companhia, implementado entre 2018 e 2021, entre outros aspectos, com a adesão a importantes associações e iniciativas globais e transparência, protegem a companhia contra práticas desonestas.

“A Sonangol é, hoje, uma empresa ligada a associações que defendem a transparência e a ética empresariais”, declarou o director de Comunicação, Marca e Responsabilidade Social da companhia, Dionísio Rocha Júnior, apontando, como parte dessas acções, o decurso da implementação do Programa de Conformidade, que “visa promover uma gestão alinhada às novas exigências da realidade nacional e internacional numa economia globalizada, na qual a Sonangol vem-se implantando com a adopção de melhores práticas”.

Dionísio Rocha Júnior considerou, nessa acepção, “a aprovação e implementação de políticas corporativas de ‘compliance’, nomeadamente, “antifraude”, “anti suborno”, “anticorrupção”, “conflitos de interesse”, “brindes, ofertas, “entretenimento e hospitalidade” e “não retaliação”.

Para além da implementação dessas políticas, acrescentou, a Sonangol possui um canal de alertas “hotline” gerido por uma entidade externa independente, encarregue de recolher e dar tratamento as situações de não conformidade ao seu Código de Conduta e Ética e que sejam identificadas tanto por colaboradores, quanto por terceiros, garantindo o anonimato, conforme as boas práticas mundiais.

A posição da companhia vem no seguimento de notícias veiculadas pela imprensa internacional acerca de um processo que está a correr num tribunal suíço contra a Trafigura, multinacional especializada no negócio de matérias-primas, envolvendo alegados subornos a um funcionário da petrolífera nacional, que tem como argumentos factos reportados ao período entre 2009 e 2011.

“Sendo esta uma questão que, de acordo com o que se afirma, está em sede de justiça, deixemos que a justiça resolva, porque nós, Sonangol, estamos neste momento concentrados em levar a empresa a bom porto”, declarou Dionísio Rocha Júnior.

Abertura de concurso público para concessão de exploração da PAENAL

A petrolífera nacional, Sonangol, abriu um concurso público para a concessão de exploração das instalações da PAENAL, situadas no município do Porto Amboim, província do Cuanza Sul.

De acordo com um comunicado de imprensa divulgado no seu site na quinta-feira (14), a Sonangol, na qualidade de accionista, prevê a reestruturação da PAENAL, com vista à alargar o seu escopo de actividade, abarcando a reparação e manutenção, bem como a  fabricação de embarcações e outras actividades relacionadas.

Conforme a nota, a apresentação de propostas decorrerá até ao dia 30 de Março de 2024, pelo que, as entidades interessadas a aceder às peças do procedimento devem fazê-lo, a partir do dia 19 de Dezembro de 2023, por via do Jornal de Angola.

O documento salienta que a exploração da PAENAL deverá ser conjunta, entre a Sonangol e a empresa (s) vencedora (s) do concurso. 

Para mais esclarecimentos sobre os termos de referência do concurso, está agendada para segunda-feira (18), uma conferência de imprensa .

A PAENAL é um estaleiro de fabricação e integração que iniciou a sua operação em 2007 e já construiu instalações complexas destinadas à indústria de petróleo e gás do país.

Em 2013, a empresa concluiu uma operação de produção, montagem e integração de um dos módulos superiores da plataforma flutuante de produção e descarga (FPSO) CLOV, operado pela Total/Energies no Bloco 17.

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