“São falsas e infundadas as informações recentemente veiculadas por um órgão de comunicação social e replicadas nas redes sociais, que apontam para um cenário de racionamento ou falhas de abastecimento de combustíveis no País”.
POR RAMIRO ALEIXO
O desmentido é da Sonangol Distribuidora, e teve como seu porta-voz Alfredo Mambo Alberto, Director de Aprovisionamento e Compras da Distribuição e Comercialização que assegurou ao País, que não há falta de combustíveis em Angola, nem se vislumbra qualquer constrangimento que possa ter reflexos na capacidade de satisfação das necessidades do mercado nacional.
Alfredo Mambo Alberto deixou claro, que “mesmo com o contexto internacional que o mundo vive, marcado pelo ambiente de elevada tensão no Médio Oriente, Angola continua a receber regularmente os carregamentos programados, mantendo a estabilidade do sistema e a necessária segurança energética do país”.
De forma peremptória, Alfredo Mambo Alberto clarificou que “o abastecimento de combustíveis está a decorrer com toda a normalidade com base num programa logístico previamente definido e acompanhado permanentemente pelas nossas equipas”. Essa informação, pode, aliás, ser confirmada por uma equipa desta Plataforma (Kesongo), que ontem e hoje realizou uma viagem de Benguela ao Kuito, Corredor do Lobito. Em várias localidades desse percurso parou em todos os postos de venda, o último dos quais em Chicala Cholohango, na província do Huambo, uma vila com cerca de 72 mil habitantes. Constatou que estão a funcionar com normalidade e disponibilidade, sem restrições na venda de gasolina, de gasóleo, petróleo iluminante e gás butano, e também usufruiu de alguns serviços de assistência.
Alfredo Mambo Alberto esclareceu, ainda, que “existe um sistema de planeamento que envolve a recepção, armazenamento e estocagem regular de novas cargas, o que nos permite assegurar a continuidade do fornecimento de combustíveis e derivados para satisfação das necessidades do nosso mercado”.
Para além de transmitir tranquilidade aos consumidores, Alfredo Mambo Alberto deixou patente que a “Sonangol continua totalmente comprometida com a gestão eficiente do armazenamento e da distribuição de combustíveis”. E apelou para que, o conhecimento de “toda e qualquer situação que possa criar constrangimentos ao sistema de distribuição, deverá ser comunicada a Sonangol, que estará disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários”.
Entretanto, outra fonte contactada pelo Kesongo, deu conta que os fornecimentos de combustíveis ao País não dependem, em exclusivo – tal como outras nações que conhecem ruptura – da zona em conflito no Médio Oriente e que, apesar de insuficiente ainda, o país pode contar já com alguma produção interna, que em momentos de crise como esta que o mundo vive, pode assegurar o funcionamento do país.
Recordamos, que a construção do Terminal Oceânico da Barra do Dande (com 782.000 m³ de capacidade total de armazenamento), que entrou em funcionamento em 2025, teve como objectivo atender o mercado nacional, pelas suas particularidades e em sinergias com os projectos de refinação que estão em curso, mas também, a capacidade de promover o País como um hub regional/mundial para o armazenamento e distribuição de combustíveis. O projecto tem sido complementado de forma assertiva, com a construção da refinaria de Cabinda a que se seguirá a do Lobito. No conjunto, a implementação dessa estratégia dará o conforto que o País necessita, podendo acudir diferentes países da região.










