QUEM NÃO MUDA DANÇA

RECADOS DA CESALTINA ABREU (47)

Prefiro ser autora da coreografia da minha vida, e não figurante no espectáculo alheio. Porque, no fundo, mudar é a única forma de permanecer fiel à essência: somos seres em permanente construção. Quem não muda… paralisa.

O planeta Terra tem cerca de 4,54 mil milhões de anos e a vida, há cerca de 3,8 mil milhões, vem moldando estratégias de adaptação para sobreviver em ecossistemas resilientes. Ou seja, a mudança não é novidade: a própria natureza sempre se transformou para enfrentar desafios climáticos e geológicos.

O ditado popular “quem não muda, dança”, presente em vários idiomas, nasce dessa experiência ancestral. Lembra-nos que quem não se adapta às mudanças acaba ficando para trás. Resistir à transformação gera dificuldades e sofrimento.

A vida está em constante movimento. Não mudar é lutar contra a própria natureza da existência. E esta “dança” não é suave nem ensaiada: acontece quando a música da vida muda de compasso e quem permanece imóvel se torna marionete do acaso. No fundo, a mensagem é simples: quem não muda, será mudado.

Encarar a mudança como aprendizagem é essencial. Resistir a ela é como tentar segurar o vento com as mãos. Tudo se transforma: o tempo, o corpo, as certezas. Mudar não é deixar de ser quem somos, é ampliar quem podemos ser.

Mudar exige inteligência e coragem: abandonar certezas confortáveis e mergulhar no desconhecido. A estabilidade, muitas vezes, é apenas uma ilusão criada pelo medo de errar. Quem não muda pode até não errar, mas também não acerta.

Eu escolho mudar. Escolho dançar a minha música, antes que a vida me obrigue a dançar a dela. Prefiro ser autora da coreografia da minha vida, e não figurante no espetáculo alheio. Porque, no fundo, mudar é a única forma de permanecer fiel à essência: somos seres em permanente construção. Quem não muda… paralisa. E eu, prefiro reinventar-me em novas possibilidades. 

Fica o convite: flexibilidade para aceitar a mudança e coragem para reinventar caminhos.

Saúde, cuidados e coragem para criar — e recriar — a sua própria coreografia de vida. 

Kandando daqui.

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