
Decorreu na quarta-feira (05 de Novembro), a cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da Câmara de Comércio, Indústria, Agropecuária e Pescas da Província de Benguela (CCIAP).
Assume, doravante, os destinos desta instituição um renovado corpo directivo presidido por Adriano da Graça Cardoso (Didi), coadjuvado pelos vice-presidentes Nara Inglês e Mauro Daniel e pelo secretário-geral Anselmo Gilberto.
A revitalização ergue-se, assim, qual bandeira desfraldada no alto do mastro da CCIAP, sinal de um tempo novo que se anuncia. Tal processo visa reforçar a capacidade de representar, dinamizar e amparar o tecido empresarial, tornando a Câmara mais eficiente, moderna e alinhada com as exigências do presente económico, sobretudo num contexto estratégico como o do Corredor do Lobito.
Inicia-se, pois, uma nova página na história desta instituição, marcada pelo relançamento interprovincial que, partindo do centro, estender-se-á ao leste do País. Surge, desse modo, uma ambição renovada, amparada pela vontade firme de imprimir maior vigor ao associativismo empresarial, um associativismo que deseja ser forte, participativo e visionário.
No seu discurso, a representante da plataforma “Wetu” Corredor, Rita Carneiro, sublinhou com clareza a centralidade do diálogo no seio da CCIAP. Tal diálogo, afirmou, é alicerce para um ambiente de cooperação e confiança, capaz de influenciar políticas socioe-conómicas, atrair investidores e robustecer relações entre empresas, instituições e nações.
“O diálogo constrói pontes sólidas entre actores económicos e parceiros internacionais, incluindo a União Europeia, e sustenta uma plataforma inter-provincial que poderá firmar-se como o Corredor Wetu”, declarou.
Foi visível o brilho no olhar dos mais velhos guardiões de décadas de luta, resiliência e edificação do tecido económico benguelense. Neles repousa a memória de batalhas travadas para o que hoje se ergue, uma instituição renovada. Revitalizar a Câmara é, para esses veteranos, acto de honra à história, salvaguarda da experiência e perpectuação de um legado que merece ecoar no tempo.
Mas foi também notória a chama viva da juventude empresarial, que vê nesta revitalização uma porta aberta ao futuro, oportunidade para inovar, participar, influenciar políticas e construir um ecossistema mais transparente, digital, competitivo e dialogante.
A geração emergente encontra aqui o terreno fértil onde o sonho se faz obra, onde a ousadia encontra casa, e onde a modernidade se conjuga com o dever patriótico de empreender.
A revitalização trouxe esperança. Agora, é mister convertê-la em acção: que veteranos, jovens líderes e a própria Câmara transformem este sopro de renovação em progresso económico, confiança institucional e desenvolvimento sustentável. Pois um comércio forte não nasce apenas da história, nem vive somente da inovação: floresce no encontro das gerações onde o passado ensina, o presente constrói e o futuro sonha.
O governador provincial de Benguela, Professor Manuel Nunes, destacou no seu pronunciamento os desafios que se impõem à nova direcção, o fortalecimento do associativismo empresarial, o apoio às pequenas e médias empresas, o fomento do empreendedorismo juvenil, e a promoção de uma economia inclusiva e socialmente comprometida.
Benguela, com o seu posicionamento geoestratégico e riqueza de potencialidades, apresenta-se como terreno fértil para investimentos que poderão redefinir o mapa económico nacional. O Corredor do Lobito, a futura Refinaria de Benguela e as oportunidades crescentes nos sectores agrícola, pesqueiro, turístico e logístico constituem pilares de transformação e diversificação económica.
Entre os compromissos já delineados, avultam: sustentação estratégica do Corredor do Lobito como eixo estruturante de desenvolvimento, mobilização de apoios técnicos e financeiros para iniciativas empresariais locais e internacionais, integradas nas plataformas do Global Gateway.
À porta, aproxima-se uma visita de alto nível, de uma delegação da União Europeia, liderada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, que, acompanhados por dignitários internacionais, poderão deslocar-se ao Lobito para testemunhar o potencial de um corredor que une o Atlântico ao Índico, e reposiciona Benguela no coração das rotas económicas africanas.












