O RIO, O ESPELHO E AS… ELEIÇÕES

FERNANDO REIS

Certamente, muitos terão estudado, numa das lições dos livros da sua primária imaginação, ou numa dessas leituras que se fazem para mera recreação, uma dessas histórias. 

Na primeira, o protagonista é um cão que sobre a ponte de um rio, transportando na sua boca — o mais adequado e seguro lugar — um osso carnudo, viu, no reflexo das águas límpidas, a imagem de outro cão. Ganancioso, lançou-se à correnteza. Logo, perdeu a comida e a vida. 

A segunda, retrata o exemplo da vaidosa e invejosa, a bruxa, que detestava o seu espelho mágico por sempre lhe responder que existia, sim, uma tal de Branca de Neve, quando a ele perguntava se havia, no mundo, mulher mais bonita que ela. 

Nos nossos processos eleitorais, também os vemos, uns ladrando e outros se exibindo. Uns em cima do muro e, caindo do topo da montanha, o sopé, como se o morro fosse o… pé-di-gri!

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