
RECADOS DA CESALTINA ABREU (48)
Acredito que as nossas vozes podem fazer a diferença, sobretudo quando partilhamos visões de mundo e sonhos para nós, para os colectivos a que pertencemos e para o futuro.
É comum, nas minhas mensagens diárias, incentivar — começando por mim — a ideia de seguir em frente, de continuar as lutas, de não desistir. Como acredito no poder das imagens, costumo associar uma ou duas que dialoguem com o tema escolhido. Procuro também ligar a mensagem à ideia de inclusão: todos, com todos, por todos.
Acredito que precisamos engajar-nos em causas que tornem as nossas sociedades e o mundo melhores lugares para se viver. E que devemos usar as nossas vozes — faladas ou escritas — para continuar a lutar e lembrar-nos, mutuamente, de que não estamos sós. É a velha sabedoria presente em quase todas as línguas: “A união faz a força”.
Em África, vários provérbios expressam essa ideia:
• “Quando as teias de aranha se juntam, podem amarrar um leão”. Sozinhas são frágeis; entrelaçadas, tornam-se fortes o suficiente para imobilizar um leão. Um lembrete do poder da colaboração;
• “Quando o rebanho se junta, o leão vai dormir com fome”. A união permite enfrentar ameaças e desafios que, isoladamente, seriam esmagadores;
• “Os passos daqueles que caminham juntos nunca se apagam”. Alianças baseadas em propósito comum, deixam marcas duradouras na vida e na história;
• “Se queres ir rápido, vai só; se queres ir longe, vai em grupo”. O esforço individual permite ser veloz, mas é o trabalho colectivo que sustenta os grandes caminhos.
Assim também é na vida. Muitas vezes enfrentamos desafios que parecem impossíveis. Sozinhos sentimo-nos pequenos; juntos tornamo-nos mais fortes. Quando unimos sonhos, talentos e esperanças, somos capazes de tecer redes que podem mudar o mundo.
Estes provérbios lembram-nos que a verdadeira força está na colectividade, no apoio mútuo e na solidariedade. Na família, nas amizades ou nas comunidades, juntos somos sempre mais fortes. Que esta sabedoria ancestral nos inspire a reconhecer o poder de estar conectados e de construir, em conjunto, aquilo que sozinhos seria inalcançável.
Acredito que as nossas vozes podem fazer a diferença, sobretudo quando partilhamos visões de mundo e sonhos para nós, para os colectivos a que pertencemos e para o futuro. Muitas vezes descobrimos que esses sonhos são comuns, e isso fortalece-nos para continuar, juntos, apesar das diferenças e das distâncias. Se nos calarmos, as lutas enfraquecem. Há esperança num futuro melhor enquanto existirem vozes comprometidas com um sonho comum.
Bom dia, bom domingo! Saúde, cuidados e coragem para seguir em frente. Juntos, podemos.
Kandando daqui!










