Investimento de 6,3 mil milhões de USD é integralmente realizado pela Sonangol, por via de recursos próprios e de financiamento mas, o projecto está aberto a outros investidores, nacionais ou estrangeiros, e pode entrar em funcionamento já em 2027, refinando 200 mil barris/dia.
www.kesongo.com
Os trabalhos de construção da Refinaria do Lobito, que será a maior do País, decorrem em bom ritmo e seguindo a previsão da Sonangol, andam na ordem dos 20% após dois anos. A constatação, feita pelo seu PCA, Sebastião Gaspar Martins, resultou de uma visita realizada na terça-feira à zona de implantação do projecto, integrando um grupo técnico do Sector dirigido pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.
Abordado por jornalistas, Sebastião Gaspar Martins deu conta que o investimento é realizado integralmente pela Sonangol, na ordem dos 100%, com recursos próprios. Contudo, assegurou que, ao mesmo tempo, continuam a procura e a fazer tudo para interessar outros investidores, incluindo nacionais.
O PCA da Sonangol acredita que, tal como previsto, a Refinaria do Lobito, de destilação atmosférica e com capacidade para processar 200.000 barris/dia, poderá iniciar a produção já em 2027.
Pelo volume de trabalho que está a ser desenvolvido, Sebastião Gaspar Martins, mantém o optimismo de que tudo vai de encontro que ao que está previsto. “O nível de execução para o momento actual, está nos padrões previstos. Inicialmente, prevíamos fazer uma refinaria de alta conversão, mantemos o princípio, simplesmente fizemos uma repartição de modo que a sua conclusão continua a ser em 2027” — clarificou
Esclareceu do mesmo modo, que “esta fase de destilação prevê a produção de HFO fuel oil (gasóleo), do Jet A-1 e de Nafta”.
Sebastião Gaspar Martins referiu que “a gasolina não será produzida já nesta fase”, mas será possível usar “a abundância desta Nafta na Refinaria de Luanda, que tem um sistema que também produz gasolina a partir da Nafta”.
Quer dizer, acrescentou, “que o nosso sistema de refinação hoje não pode ficar, isoladamente, só a pensar em termos de refinarias, da forma como elas estão construídas, mas no seu todo, considerando todas as capacidades que temos”.
Relativamente ao fornecimento de produtos aos países vizinhos, designadamente a Zâmbia, o PCA da Sonangol esclareceu que a estratégia seguida, “é de concentração das nossas atenções agora na Refinaria de Lobito, que permitirá que tenhamos a autonomia que precisamos para o nosso consumo interno, e o excedente, sim, mandar para outros mercados”.
A Zâmbia é um dos países que também poderá receber os produtos que estejam em excesso no resultado da actividade da Refinaria do Lobito e da satisfação do mercado interno, mas, disse Sebastião Gaspar Martins, para permitir também a arrecadação de receitas.
Sebastião Gaspar Martins terminou a abordagem com os jornalistas reiterando o interesse na procura de investidores, nacionais e não só, mas, assegurou que, “a partida, vamos considerar a capacidade que a Sonangol tem de realizar o seu projecto e é dessa forma que vamos trabalhar”.
O projecto já emprega cerca de 2700 trabalhadores no local de implantação, mas, contempla outros 600 que se encontram na China, dedicados também na produção dos equipamentos, principalmente daqueles que exigem mais tempo e por que não existem condições, meios técnicos e disponibilidade para execução em Angola, assegurando os prazos estabelecidos e a perspectiva de entrada em funcionamento da Refinaria em 2027.











