O PREÇO DA INCOMPETÊNCIA

MARIA LUÍSA ABRANTES

Em termos de política externa, culturalmente, os Estados Unidos de América nunca respeitarão quem fica calado ou só diz AMEN, contrariamente ao que muitos líderes subservientes pensam. É preciso mostrar lucidez com argumentos válidos, convicção e provas (documentadas).

Embora apoie em absoluto a luta contra o narcotráfico internacional e seja a favor do método da negociação para todo o tipo de “commodities” (incluindo o petróleo escasso), assim como de outros tipos de ilicitude, (excluindo os crimes hediondos), sou do parecer que cada coisa é uma coisa. 

Não é normal que em pleno século XXI, voltemos aos tempos quando por ordem de um monarca, se ocupava qualquer território sem necessidade de permissão ou negociação. Mesmo nesses casos, quase sempre a ocupação era legitimada por negociação, selada pelo casamento dos filhos do invasor e do invadido, ficando o novo território em posse das duas famílias. Desta feita, substituem-se os cavalos e as naus (caravelas), por aviões e navios de combate. 

⁠As novas invasões não têm somente a ver com tecnologia, ou com a economia global, mas com soberania, com as normas de Direito Internacional Público e com o respeito pelos Direitos Humanos.

Infelizmente, os políticos do velho continente (União Europeia), após a queda das dinastias, criaram partidos políticos de amigos, agrupando-se por diferentes extractos sociais. Como não sabem fazer mais nada, limitam-se a dizer YES e não ousam argumentar. Por má gestão, receiam retaliações em termos de tarifas aduaneiras dos EUA, para não limitar a colocação dos seus produtos de exportação (mercado) e aceitam imposições. 

⁠O actual Secretário Geral das Nações Unidas, sendo oriundo de um desses partidos políticos de amigos, de um país europeu sem grande expressão como Portugal, também não é respeitado. Para não perderem os tachos, os líderes da União Europeia são todos subservientes. 

⁠Da União Africana, fora os líderes golpistas, que, na verdade, também só perpetraram as intentonas, para obterem o poder pela força, por falta de perfil para ganhar em eleições livres e transparentes, (não pelo bem dos seus povos em geral), nada se espera. O problema é que, utilizando também métodos retrógrados, como o tribalismo e o racismo, os incapazes em termos de conhecimento, usam o poder das armas para se colocarem e perpetuarem no poder. Estes introduzem no sistema, as suas famílias, amigos e “mulheres”. Infelizmente, para piorar, tem uma mentalidade muito atrasada (retrograda) trazida de casa, a que chamam “cultura”. E assim, vamo-nos aniquilando uns aos outros pela ambição, cobiça e maldade, traindo não só os “amigos”, como até os “irmãos”, mesmo cientes que a vida é uma passagem muito curta. 

Afinal, a maioria da riqueza mundial, está concentrada numa minúscula parcela da população, em que apenas 1% das pessoas detém cerca de metade da riqueza global. Os 10% mais ricos controlam cerca de 75% a 76%, com os 50% mais pobres ficando com uma fatia minúscula, como 2%. Relatórios recentes indicam que apenas 56 mil pessoas (0,001% da população) possuem tanta riqueza quanto os 4 bilhões de pessoas mais pobres. 

O mais bizarro é que só 1% dos mais ricos, detém aproximadamente 45% a 48% da riqueza pessoal global. Ou seja, quase metade do total. Quando falecerem levarão isso tudo?

Em termos de política externa, culturalmente, os Estados Unidos de América nunca respeitarão quem fica calado ou só diz AMEN, contrariamente ao que muitos líderes subservientes pensam. É preciso mostrar lucidez com argumentos válidos, convicção e provas (documentadas).

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