
RECADOS DA CESALTINA ABREU (65)
É tudo aquilo que assusta porque obriga a crescer, a ir além. Crescer dói, e ninguém nos ensinou que doer é um sinal de que estamos vivos.
Li, tempos atrás, esta expressão e partilho algumas reflexões sobre o recorrente uso da mesma no nosso dia a dia.
Impossível é a desculpa usada pelo medo ou falta de vontade de mobilizar o esforço. Rotular algo como “impossível” é, frequentemente, uma forma disfarçada de medo, travestido de lógica e inteligência para evitar o risco e a mudança. O medo utiliza essa palavra para criar uma justificativa racional para a paralisação. É um refúgio para quem desiste, porque os vencedores encaram os desafios como alvos a superar.
Dizemos “não consigo” quando, na verdade, ainda não tentámos. Porque já vínhamos a perder antes de começar. Porque não ponderamos sobre se as nossas limitações são reais ou apenas criações da nossa insegurança.
Impossível é tudo aquilo que assusta porque obriga a crescer, a ir além. Crescer dói, e ninguém nos ensinou que doer é um sinal de que estamos vivos.
Impossível é acreditar que não somos suficientes só porque alguém, um dia, nos fez sentir pequenos. Impossível é continuar a carregar culpas que não são nossas. Impossível é viver a vida dos outros e chamar-lhe destino.
O uso da expressão “não sabendo que era impossível, foi lá e fez” é um exemplo comum usado para incentivar a acção sobre a hesitação.
Há sonhos que não falham, apenas esperam. Esperam que tenhamos coragem suficiente para não desistir à primeira queda, à segunda e por aí…
A maior parte dos impossíveis morre no exacto momento em que alguém decide tentar outra vez. Com medo, sim. Mas a tentar. Porque muitos limites são apenas barreiras mentais, quebradas com determinação. Não é a ausência de medo que muda tudo, é a decisão de avançar apesar dele. Com o coração em sobressalto, mas aquela voz interior sussurrando “vai”.
Saúde, cuidados e coragem para seguir, em frente, apesar do medo…
Kandando daqui!











