
RECADOS DA CESALTINA ABREU
Deveríamos começar por mobilizar as nossas experiências, as nossas vontades, as nossas capacidades para influenciar os processos de decisão que se mostram viciados, manipulados, discriminatórios em relação à maioria absoluta da população mundial.
Há dias que venho ensaiando esta “viagem” tão especial, de um ano para o outro. É época de brindes, de votos, de promessas. E pergunto-me, como habitualmente nesta época: que “bagagem” levar para 2026?
Sem pretensões, apenas respeitando um princípio de vida segundo o qual partilhar o melhor de cada um de Nós contribui para construir um mundo melhor para Todos, partilho o que decidi trazer na bagagem para 2026.
Importa lembrar que 2026 será um ano igualzinho ao que há pouco terminou – 365 dias, 52 semanas, 12 meses -, e que, ‘ele, ano 2026’ reverte para nós o que mais se escuta na passagem de ano – um melhor novo ano -, com uma solicitação imperceptível: que consigamos SER MELHORES, individual e colectivamente, para dar sentido à ideia de humanidade partilhada, através de tomadas de posição oportunas, firmes, aglutinadoras e inclusivas. Os desafios à nossa saúde, à nossa segurança e ao nosso futuro (e o das gerações vindouras), e que constituem ameaças à nossa humanidade comum, exigem respostas eficazes baseadas em soluções colectivas, fruto de acções de cooperação.
Chegada a este ponto da reflexão, constatei que os itens que gostaria de ‘trazer na bagagem’ para 2026, são os mesmos que venho referenciando faz anos! É desolador constatar que continuamos com os mesmos ‘velhos’ problemas. E pior, não é só aqui!
Isto vem acontecendo num quadro mais amplo de retrocessos acentuados de democracia e tudo o que ela significa e permite acontecer. Tem-se ampliado um ambiente mais favorável à eclosão e persistência das guerras – a indústria de armamento nunca entra em recessão, pelo contrário, continua crescendo -, ceifando milhões de vidas, à desestabilização e insegurança, à destruição de infraestruturas e patrimónios da Humanidade…
Aqui, cabe indagar: que/qual Humanidade? A que continua o seu dia a dia como se nada estivesse acontecendo, cuidando de si e dos seus mais próximos, e construindo como que uma barreira protectora dos actos violentos e das agressões, para além disso, está ‘tudo bem’? Os ‘óculos’ escolhidos não são para ver melhor, pelo contrário; são para esconder o olhar e assim melhor disfarçar que não se viu nada do que acontece à frente e, portanto, não há motivos para reagir!
Apesar de tudo isso, continuo a acreditar que poderia haver outros desenvolvimentos e, acima de tudo, outros resultados de todos esses processos, se Nós, os cidadãos, nos mobilizássemos nos ‘quatro cantos do mundo’, agindo em rede para exigir:
• O fim das guerras em curso na Ucrânia, em Gaza, no Sudão e evitar a eclosão de mais uma na Venezuela (a nova versão dos ‘CowBoys no Far West’ ou de ‘Piratas do Caribe’?);
• A negociação, séria, de ‘conflitos’ armados – o que envolve a RDC e o Rwanda, e o Iémen e a Arábia Saudita – sem ‘mediações’ imperialistas’;
• A condenação exemplar da violência doméstica e da agressão física e sexual contra meninas e mulheres;
• O respeito pela dignidade humana de Homens e Mulheres e o fim das discriminações contra as Mulheres em todo o mundo;
• Novos termos de produção e de distribuição. E de consumo! A valorização do trabalho, a criação de empregos, a adopção de políticas socialmente justas de redistribuição da riqueza, da comida, dos bens produzidos no mundo. Os termos dessa produção também devem ser estabelecidos à luz do princípio da sustentabilidade, e de objectivos e resultados ajustados ao princípio da justiça social;
• O combate à simultaneidade de crises provocadas pelos ‘humanos’ com reflexos no ambiente e na vida das pessoas, através da adopção de uma nova ordem nas relações sociais e de poder baseada numa filosofia de cooperação em lugar da actual, de competição.
E deveríamos começar por mobilizar as nossas experiências, as nossas vontades, as nossas capacidades para influenciar os processos de decisão que se mostram viciados, manipulados, discriminatórios em relação à maioria absoluta da população mundial, desde os nossos países e seus aparatos, à ONU e suas agências.
Precisamos de pouco para viver e para sermos felizes. Precisamos uns dos outros, e de escolher viver mais simplesmente para que todos possamos, simplesmente, viver! Afinal, as coisas importantes da vida, não são coisas!
Com Amor e Esperança, exaltemos o melhor de Nós em 2026!












certainly like your website but you need to take a look at the spelling on quite a few of your posts Many of them are rife with spelling problems and I find it very troublesome to inform the reality nevertheless I will definitely come back again
Thank you for following us. You are probably accessing the texts in English, thanks to an automatic translation system. However, the original texts are written in Portuguese.