PORTO DO LOBITO REGISTOU AUMENTO DE ACTIVIDADE EM 2025

Apesar de positivo, o balanço de 2025 deixa claro, que o Porto Comercial do Lobito deve continuar a ser o ponto de partida e de conexão vital do Corredor do Lobito, sendo crucial na ligação entre a costa do oceano Atlântico e os países encravados da África Central (RDC e Zâmbia).

O Porto Comercial do Lobito movimentou, em 2025, 1.849.353 (um milhão, oitocentas e quarenta e nove mil, trezentas e cinquenta e três) toneladas de mercadorias diversas, segundo balanço apresentado a meio da semana finda (quarta-feira, 14) pelo presidente do seu Conselho de Administração, Celso Rosa, no decorrer da tradicional cerimónia de apresentação de cumprimentos de Ano Novo que reúne todos os trabalhadores da referida empresa.

Celso Rosa referiu na ocasião que durante o ano de 2025, atracaram nos terminais do Porto Comercial do Lobito  407 navios, mais 35 em relação ao ano anterior. Esse movimento permitiu o aumento do volume de carga manuseada para 345.280 mil toneladas, comparativamente ao ano de 2024.

Com esse desempenho, disse Celso Rosa, o Porto Comercial do Lobito arrecadou 14 mil milhões, 887 milhões e 836 mil kwanzas. Ainda assim, considerou que 2025 foi um ano difícil, com muitos transtornos para o sector de transporte marítimo a nível global, devido às tensões geopolíticas.

Como exemplos desses constrangimentos, Celso Rosa citou a continuação da guerra na Ucrânia, os conflitos no Médio Oriente, mas também, a influência da imposição de tarifas pelos Estados Unidos da América a diferentes países, medida que afectou o volume do comércio no mundo.

Em relação a acções de destaque ao nível da empresa, Celso Rosa voltou a enfatizar a formação profissional dos recursos humanos do Porto, afirmando que foram realizadas 36 acções neste sentido, das quais 29 em território nacional e sete no exterior.

Do mesmo modo, considerou que a importância dos meios de segurança marítima reside na protecção de vidas humanas, de bens e do meio ambiente, garantindo a integridade das operações comerciais e a estabilidade económica. Por estas razões, disse, “promovemos diferentes encontros de capacitação relativamente à coordenação da segurança marítima tendo sido adquiridos equipamentos para melhorar a navegação na baía”.

No domínio da cooperação internacional, Celso Rosa referiu-se a visita que um grupo técnico da Guarda Costeira dos Estados Unidos da América realizou ao Porto do Lobito. O objectivo, foi o de avaliar os padrões de segurança que esta unidade estratégica oferece, bem como, a realização de simulacros para testar a prontidão e a capacidade das forças e meios existentes, para atender qualquer cenário que ocorra no funcionamento do Porto. Em complemento, Celso Rosa assegurou que se dará continuidade as acções de automatização dos processos na empresa. 

Em 2025, muitas acções foram desenvolvidas neste sentido, permitindo a interligação de sistemas entre algumas direcções, tendo contribuído para a melhoria dos serviços, para o aumento da produção e da produtividade, mas também para a redução dos custos e na optimização dos dados.

Celso Rosas fez também referência a dívida de clientes, que se cifra em mais  32,8 mil milhões de kwanzas, admitindo que tem impactado, significativamente, na liquidez da empresa, obrigando a continuidade da implementação do plano de cobrança. Já em relação à dívida com fornecedores, informou que ela está estimada em 26,4 mil milhões de kwanzas.

Apesar de positivo, o balanço de 2025 deixa claro, que o Porto Comercial do Lobito deve continuar a ser o ponto de partida e de conexão vital do Corredor do Lobito, sendo crucial na ligação entre a costa do oceano Atlântico e os países encravados da África Central (RDC e Zâmbia). Facilita o comércio de minerais e de produtos agrícolas, promovendo a integração regional, criando oportunidades de desenvolvimento e oferecendo uma rota mais curta e competitiva para mercados globais, funcionando como um eixo estratégico para o crescimento económico de Angola e desta região do continente africano.

Celso Rosas defendeu, por outro lado, a responsabilidade social como sendo crucial, porque promove o desenvolvimento sustentável, melhora a qualidade de vida das comunidades e fortalece a reputação das empresas. 

Kesongo/TC/CRB

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